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sábado, 25 de junho de 2011

Concurso californiano elege o cão mais feio do mundo

AP

Uma cachorrinha esquálida de menos de 1 kg e aparência curiosa ganhou o concurso de cachorro mais feio do mundo. Os jurados da edição anual do bem-humorado evento premiaram o animal apenas depois de se certificarem de que não se tratava de um rato.

O nome dela é Yoda, e foi agraciada com o título na sexta-feira (24) à noite em Pentaluma, na Califórnia, Estados Unidos. A feiura de Yoda lhe garantiu um troféu 15 vezes maior que seu tamanho e a quantia em dinheiro de mil dólares.

A cachorrinha vai ganhar uma sessão de fotos e uma pernoite no resort Sheraton Sonoma County. A dona dela, Terry Devine Schumacher, disse ao site da Fox News que sua filha encontrou Yoda em um gramado há 14 anos, quando o pet tinha dois anos.

- Eu disse a ela para não encostar, porque pensava que era um rato.

Outros cães que rivalizaram com Yoda na competição têm nomes como Icky (Nojento), Handsome Hector (Hector Bonitão) e Ratdog (Cachorrato).

Esposa de Mentirinha – DVDRip – Dublado (Dual Áudio)


Capa Esposa de Mentirinha   DVDRip   Dublado (Dual Áudio)INFORMAÇÕES DO ARQUIVOÁudio: Português
Legenda:
 Sim – Aqui
Tamanho:
 930 MB
Formato: AVI
Qualidade: DVDRip
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10


INFORMAÇÕES DO FILME
Ano de Lançamento: 2011
Gênero: Comédia Romântica 
Duração: 116 min

SINOPSE

Em Esposa de Mentirinha, um cirurgião plástico de caso com uma professora bem mais jovem pede à sua leal assistente que finja ser a esposa de quem ele está se divorciando para encobrir uma mentirinha casual. Após mais mentiras que saem pela culatra, os filhos da sua assistente também acabam envolvidos, e todo o grupo parte para um fim de semana no Havaí que mudará as vidas de todos eles.
Capa Esposa de Mentirinha   DVDRip   Dublado (Dual Áudio)

Após poucas horas no hospital, Jerry Lewis tem alta


FAMOSIDADES
Após ter sido internado às pressas, na última sexta-feira (24), Jerry Lewis, de 85 anos, logo recebeu alta. Segundo informações do jornal “USA Today”, divulgadas neste sábado (25), o comediante americano ficou apenas três horas sob cuidados médicos, e logo foi liberado.
Candi Cazau, assessora de imprensa de Lewis, afirmou que a equipe hospitalar chegou à conclusão de que ele teve apenas uma estafa, ou seja, excesso de fadiga.
Atualmente, o comediante está em turnê pela Austrália, em benefício da Fundação Distrofia Muscular, para a qual ele sempre fez campanha.
Na sexta, após o cancelamento do show de Lewis, David Jack, presidente do braço australiano da fundação, declarou: "Pedimos desculpas às pessoas que compraram ingressos para o show desta noite, mas infelizmente Jerry não estava bem o suficiente para subir ao palco".
Após o anúncio do gerente do local, o público presente deu início a uma salva de palmas em homenagem a Jerry Lewis, e se recusou a receber o dinheiro de volta.

Especial: 2 anos sem Michael Jackson


FAMOSIDADES


Era uma tarde de quinta-feira, aparentemente normal, quando o mundo todo recebeu a notícia inacreditável: Michael Jackson havia falecido. No calendário, 25 de junho de 2009. Aquela data, sem dúvidas, ficaria marcada para sempre na história da música e também na vida de milhares, ou até mesmo de milhões de fãs que acompanharam a carreira do cantor.
Ele tinha a saúde frágil, um histórico de gastos excessivos e ainda acabou se envolvendo em um suposto caso de pedofilia, mesmo que este último tenha sido desmentido depois. Independentemente disso, entretanto, o "Rei do Pop" sempre foi um grande artista e ninguém ousaria dizer o contrário.
Só que, naquele momento de tamanha comoção, e com muitas dúvidas pairando no ar, tudo o que se queria entender era: Como assim? Michael Jackson morreu mesmo?
A primeira reação que se teve foi acessar a internet, para buscar mais informações sobre o tão comentado assunto. E, após um congestionamento quase surreal nos tráfegos da web, o que se soube foi que o cantor havia sofrido uma parada cardíaca, foi levado às pressas para o hospital UCLA Medical Center, em Los Angeles, e já chegou ao local sem respirar e em estado de coma.
A confirmação do falecimento, no entanto, só ocorreu através de Fred Corral, porta-voz do Instituto Médico Legal da cidade californiana, que concedeu uma entrevista à rede de TV CNN, por volta das 20h30 daquele fatídico dia.
Divulgação













Michael Jackson provou o gosto do sucesso absoluto, mas não deixou de enfrentar um período de evidente decadência. Disposto a dar a volta por cima, ele estava pronto para estrear sua nova turnê, “This Is It”, a qual prometia ser um marco em toda a sua trajetória como ídolo mundial da música pop.
Ao anunciar dez shows na Grã-Bretanha, com a ressalva de que seriam os últimos de sua vida, o cantor teve a certeza de que nunca caiu no anonimato.
Foram várias linhas congestionadas, durante as vendas por telefone, além de picos de 200 mil pessoas tentando comprar os ingressos, simultaneamente, via online. Quanto ao esquema para clientes preferenciais, já se estimava um total de 360 mil ingressos adquiridos.
Com a previsão de início para 8 de julho de 2009, os organizadores decidiram realizar mais 40 apresentações, estendendo a turnê até fevereiro de 2010.
O total de ingressos colocados à venda não foi divulgado, mas levantamentos apontaram que cerca de 33 bilhetes foram vendidos por minuto, o que poderia consagrar “This Is It” como a turnê mais rápida, na história do showbiz, a ter sua lotação esgotada.
Divulgação


Números marcantes
Os incríveis números revelados, com o anúncio da turnê “This Is It”, não foram surpresa alguma para quem teve a vida repleta de outras quantidades muito significativas. Abaixo, o Famosidadesdestacou não só os números que garantiram o sucesso, mas também aqueles que surgiram a partir da extravagância de Michael Jackson.
Carreira, publicidade e filantropia:
- Em 1989, o cantor ganhou mais de R$ 200 milhões, garantindo um espaço no “Guinness World Records” como o artista mais bem pago em um único ano, naquela época;
- O cantor atingiu o auge de sua trajetória musical, em 1990, quando assinou um contrato de exclusividade com a Sony Music. O saldo? Quase R$ 2 bilhões e 750 milhões de álbuns vendidos em toda a sua carreira;
- O astro conquistou nada menos do que 13 prêmios Grammy, o que foi recorde absoluto. Sem contar que ele ainda recebeu 23 prêmios da American Music Awards, o recorde do evento;
- “Thriller” ficou conhecido como o álbum mais vendido da história, cujo total de cópias foi de 100 milhões. Com isso, ele emplacou por 37 semanas nas paradas da Billboard americana;
- Além de “Thriller”, outros quatro álbuns ficaram entre os mais vendidos do mundo: “Off The Wall”, “Bad”, “Dangerous” e “History”;
- Por 25 anos, mais especificamente entre 1972 e 1997, Michael garantiu 20 músicas no top 1 das mais tocadas, nos Estados Unidos e na Inglaterra. O que ajudou o ídolo foi o lançamento de “Moonwalk”, em 1983;
- Os números marcaram a vida do cantor também na publicidade e nas ações filantrópicas. Ele recebeu quase R$ 20 milhões para protagonizar quatro comerciais da Pepsi; e arrecadou R$ 102 milhões com a música “We Are The World”, de sua autoria e de Lionel Ritchie, para a luta contra a fome na Etiópia.
Extravagâncias e polêmicas:
- Michael Jackson também ficou famoso por não conseguir controlar os seus gastos. Até o dia em que morreu, ele acumulou uma dívida de R$ 800 milhões;
- Com suas músicas bombando e o sucesso nas vendas de álbuns, o "Rei do Pop" se deu ao luxo de pagar R$ 160 mil pelo aluguel da mansão em Bel Air, em Los Angeles;
- E os gastos ainda não acabaram. Foram R$ 27 milhões pagos, em 1987, pelo rancho Neverland. Além disso, mais R$ 56 milhões se destinaram à construção de um zoológico e um parque de diversões, no local;
- Para a divulgação do álbum “History”, Michael Jackson desembolsou a incrível quantia de R$ 48 milhões;
- Já para a produção do videoclipe de “Scream”, o valor ficou em torno de R$ 11 milhões. Até 2006, ele havia sido considerado o maior do mundo pelo “Guinness World Records”;
- Com um valor mais baixo, porém ainda significativo, o videoclipe de “Thriller” custou R$ 960 mil, considerado muito alto para a época;
- Por fim, o escândalo sobre pedofilia deixou Michael Jackson com um prejuízo de R$ 8 milhões. Pelo menos este foi o valor divulgado pela companhia de seguros, que acordou confidencialidade com o pai de umas das duas crianças que acusaram o cantor de abuso sexual.
Divulgação













Morte lucrativa?
Pode parecer sádico, mas a morte nem sempre é ruim para alguns. Principalmente, é claro, se for considerada a questão financeira. O falecimento repentino de Michael Jackson representou a sua saída da falência. Isso porque os fãs passaram a buscar mais pelos produtos relacionados ao cantor.
De acordo com dados divulgados pela revista “Forbes”, no ano passado, houve um faturamento póstumo de R$ 440 milhões, mais do que a soma de outras 12 personalidades da lista. No total, segundo a revista “Billboard”, o lucro foi de R$ 1,6 bilhão desde que ele morreu. Em contrapartida, vale dizer que o "Rei do Pop" nunca esteve entre as 100 celebridades mais ricas, enquanto ainda estava vivo.
E os “frutos” colhidos não pararam por aí. Veja só:
- O contrato assinado pelos representantes do espólio de Michael Jackson, com o Cirque Du Soleil – que vai criar um espetáculo em homenagem ao ídolo –, foi de R$ 320 milhões;
- Já com a Sony Music, ficou acertado o valor de R$ 400 milhões para a gravadora continuar com os direitos de relançar os reconhecidos sucessos do cantor, além de levar a público as músicas inéditas. A propósito, “Michael” foi o primeiro álbum póstumo lançado e, na primeira semana, teve 228 mil cópias vendidas, das 400 mil esperadas pela Sony. De qualquer forma, tudo indica que mais dez álbuns devem ser lançados até 2017;
- O filme “This Is It”, que mostra os últimos ensaios do astro, arrecadou R$ 800 milhões em bilheterias do mundo inteiro, logo no primeiro dia de exibição;
- A jaqueta usada por Michael Jackson, no videoclipe “Thriller”, vai a leilão no final deste mês. Com a famosa peça vermelha e preta, espera-se uma arrecadação de pelo menos R$ 320 mil. Isso porque o artista chegou a autografar a roupa, que foi dada de presente aos estilistas Dennis Tompkins e Michael Bush. Além deste, outros objetos serão leiloados: a peruca que ele usou, ao anunciar a turnê "This Is It", a camiseta usada no videoclipe "Scream" e a campainha da mansão de Carolwood Drive, onde Michael Jackson morreu;
- Finalmente, vale dizer que o cantor vai ser homenageado com a criação de uma linha de perfumes, sob o patrocínio de Joe, seu pai. "Jackson's Tribute" será a versão masculina, enquanto "Jackson's Legend" será a versão feminina. Os aromas terão a inspiração vinda das plantas do rancho Neverland.
Pois é. Fosse vivo ou seja morto, o fato é que Michael Jackson deixou muitas saudades e marcou com classe a sua trajetória na história da música pop mundial.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FILME: Rio – DVDRip – Dublado (Dual Áudio)

Capa Rio   DVDRip   Dublado (Dual Áudio)INFORMAÇÕES DO ARQUIVOÁudio: Português
Legenda:
 Sim – Aqui
Tamanho:
 785 MB
Formato: AVI
Qualidade: DVDRip

Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10



INFORMAÇÕES DO FILME
Ano de Lançamento: 2011
Gênero: Animação / Aventura
Duração: 95 min


SINOPSE

Sinta o ritmo… ouça a batida… e deixe seu espírito voar. Dos criadores de A era do gelo chega uma comédia animada para toda a família. Blu é um exótico pássaro de extimação que acredita que é o último de sua espécie. Mas quando sua dona fica sabendo sobre Jade, uma fêmea da espécie de Blu no Rio de Janeiro, eles iniciam a aventura de suas vidas. Apesar de nunca ter aprendido a voar, Blu torna-se amigo de um grupo esperto de pássaros da cidade que o ajudam a encontrar coragem de abrir sua asas e seguir seu destino.
Capa Rio   DVDRip   Dublado (Dual Áudio)

FILME: Os Pinguins de Madagascar: Operação Patrulha – DVDRip – Dual Áudio

Capa Os Pinguins de Madagascar: Operação Patrulha   DVDRip   Dual ÁudioINFORMAÇÕES DO ARQUIVOÁudio: Português
Legenda:
 Sim – Aqui
Tamanho:
 795 MB
Formato: AVI
Qualidade: DVDRip
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10


INFORMAÇÕES DO FILME
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: Animação
Duração: 105 min
SINOPSE

Os Pinguins novamente se apresentam para o trabalho e desta vez trazem alguns novos amigos. Conheçam o Dr. Narina, Orcacéu, Jiggles e um elenco inteiro de novos bichos, neste DVD cheio de ação e aventuras. São 8 episódios muito divertidos que irão entreter a garotada.
Capa Os Pinguins de Madagascar: Operação Patrulha   DVDRip   Dual Áudio

quarta-feira, 22 de junho de 2011

TEXTO PARA REFLETIR: A Inveja

Inveja. 


Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana. Trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Onde houver apego à materialidade das coisas, notadamente em seu significado, naquilo que o objeto de desejo simboliza em termos de bem-estar e status quo, aí estará a inveja, sobrevoando os pensamentos mais íntimos qual urubu ou abutre insaciável, esfomeado pela carniça. A cobiça é o seu moto-contínuo.

Há pessoas que se colocam como cães de guarda, sempre alertas ao menor ruído. Basta alguém se destacar em alguma área, por mais ínfima que seja e lá estará o invejoso, pronto para apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Uma roupa diferente, um calçado da moda ou mesmo um brico ou pulseira bem colocados, já torna-se motivo para elogios, nem sempre sinceros. As mulheres, e que me perdoem as mulheres, elas são pródigas nesse tipo de expediente.

COBIÇA E BEM-ESTAR

Torna-se necessário, contudo, diferenciar a inveja, a cobiça, da busca do bem-estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à subsistência e às condições materiais imprescindíveis, visando o aprimoramento e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

Todavia ela surge, graciosa e sedutora, quando sentimos uma sensação de perda, um vazio não preenchido pelo objeto de desejo, principalmente quando, numa formulação mental mesquinha e destrutiva, nos consideramos muito mais dignos do que aquele que possui o que não temos.

902. É repreensível cobiçar a riqueza com o desejo de praticar o bem?
— O sentimento é louvável, sem dúvida, quando puro. Mas esse desejo é sempre bastante desinteressado? Não trará oculta uma segunda intenção pessoal? A primeira pessoa a quem se deseja fazer o bem não será muitas vezes a nossa? (O Livro dos Espíritos - Ed. LAKE)

A acepção desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, é deveras interessante. “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.” Os Espíritos que perturbam a nossa relativa felicidade, erroneamente chamados de obsessores, a fim de nos ver nivelados ao seu estado de inferioridade moral, agem movidos pela inveja.

Invejosos eram os fariseus e os saduceus na época de Jesus de Nazaré. Invejoso foi Judas. E Barrabás, ao se ressentir do carisma que o mestre possuía naturalmente em profusão, sem precisar lançar mão de artifícios, poses e posturas afetadas, às vezes até necessárias para um político profissional.

Quantos reis e rainhas não foram massacrados, mortos em circunstâncias misteriosas, efeito direto dessa viciação moral? A chamada “puxada de tapete”, que ocorre nas empresas, nos vários locais de trabalho, inclusive na família e onde quer que se reúnam pessoas, sempre acontece sob inspiração desse vício hediondo e asqueroso.

TRIO DE FERRO

A vaidade e o orgulho, esses dois gigantes da imoralidade, filhos diletos do egoísmo, combinados proporcionalmente com a inveja, formam um trio de ferro corrosivo, uma espécie de três mosqueteiros às avessas. Um triunvirato repugnante e nauseabundo, espécie de tríade repulsiva e sinistra.

Se nos consideramos mais merecedores do que o próximo que tenha aquele belo carro do ano, imaginando que seria mais “justo” que aquele objeto fosse de nossa propriedade, essa fantasia traz consigo um ranço de origem, proporcionado pela inveja.

Em função desse sentimento mesquinho, muitos grupos espíritas se dividem (aliás, o movimento espírita cresce mais por divisão do que por uma multiplicação previamente planejada) na busca tresloucada de espaços de trabalho, na direção de determinadas atividades, no exercício do poder. É muito comum vermos subgrupos dentro de um mesmo grupo, a popular panelinha, um tipo de trincheira, um gueto mesmo, que se arma contra os que conquistaram, ao longo do tempo, o seu espaço por mérito moral e intelectual.

Esses grupelhos promovem fofocas, queimam pessoas, malham as legítimas lideranças como se fossem Judas, desmerecem o trabalho realizado e promovem intrigas. Tudo por inveja. Não há dor de cotovelo que suporte o sucesso alheio. É por isso que a cobiça, a avidez desmesurada e destrutiva proporcionam um quadro de morbidez e infelicidade para aquele que se alimenta desse sentimento maligno.

O INVEJOSO EM AÇÃO

O invejoso não suporta ver um novato invadir espaços que ele, em sua santa indolência, deixou de ocupar por pura incompetência e comodismo. Se sente atingido, usurpado e se agarra, com unhas e dentes, ao espaço que ele acha que é seu e somente seu. Uma sutileza interessante, já que o homem pré-histórico, movido pelo instinto brutal, destroçava o seu algoz, a fim de se apropriar de seus pertences. O tempo passou, a evolução se processou como convém à estrutura das leis naturais, mas o princípio permanece o mesmo.

O invejoso passa para o boicote, vai minando com fofocas e pequenas atitudes estrategicamente montadas, a fim de destruir o novo trabalhador da Doutrina. Quer provar, ao menos para si mesmo, que o espaço é dele, e somente dele.

Do micro-universo do centro à macro-estrutura do movimento espírita, acontece, analogamente, a mesma situação. Os burocratas do Espiritismo brasileiro, cercados por seus porta-vozes, asseclas e pseudo-intelectuais, se arrepiam só em pensar na perda do poder. Quando algum grupo surge, contestando sua concepção doutrinária e seus esquemas, tratam logo de persegui-lo, taxando-o de antro de obsedados, de anti-fraternos, anti-espíritas etc.

Não dá para negar que muitos até escrevem livros atacando esses grupos, se esmeram na elaboração de artigos e fazem palestras, movidos pela boa intenção. Mas será que, no fundo, não há também uma razoável dose de inveja do vigor da juventude intelectual e moral que, inevitavelmente, agride os indiferentes?

INSTINTO DEGENERADO

A inveja é uma das facetas do instinto de destruição degenerado, estagnado, pois ela conduz o invejoso ao extermínio, ao transtorno e à ruína de si mesmo.

“Puxa, que belo quadro, gostaria de tê-lo pintado!”

“Que livro interessante, desejaria tê-lo escrito!”

“Caramba, que sacada, por que não tive essa idéia antes!”

Se o sentimento de surpresa diante de uma obra, de um feito ou de uma rara virtude for digno e generoso, não há inveja. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir quadros mais belos se formos artistas, textos mais requintados se formos escritores, tortas mais saborosas se formos um mestre-cuca.

O Espiritismo nos ensina que as pessoas que agem de modo desinteressado, com benevolência e ternura, de forma natural, sem afetações, sem hipocrisia, são como velhos guerreiros que no passado já autoconstruiram e conquistaram sua grandeza moral. Ter o desejo de se comportar como essas pessoas não é inveja. Se fosse, seria uma inveja deveras singular.

Daí que o modelo de virtude eleito pelo Espiritismo, Jesus de Nazaré, torna-se ao menos para nós, ocidentais, uma referência longínqua e ao mesmo tempo muito próxima, uma baliza, um marco para a busca necessária da virtude, de uma ética condizente com as leis naturais.

A VIRTUDE

Segundo Platão e Sócrates, virtude não se ensina. A virtude (aretê) nada tem de opiniático. Trata-se de um dom ofertado por Deus, segundo a concepção socrática. Mas virtude é conhecimento, e como tal, segundo os gregos, não pode ser ensinada. Ou seja, não é uma técnica, um conhecimento formal, que possua o mesmo sentido lógico e racional de uma equação matemática ou mesmo de um teorema. Esse aforismo conhecer a si mesmo, a grande máxima inscrita no Templo de Delfos e adotada por Sócrates, é um dos fundamentos de sua doutrina.

Com Sócrates e Platão entendemos que aprender é recordar, relembrar, é rever, revisitar. Eles eram reencarnacionistas e inauguraram uma concepção toda nova do que se convencionou chamar de alma (psiquê), algo imponderável e que sobrevive à matéria. Não foi à-toa que Allan Kardec os considerou, e com razão, como precursores do Espiritismo.

Essa questão da virtude, na história da filosofia, é uma das muitas questões ainda em aberto. Os neo-platônicos, existencialistas, marxistas, positivistas, neo-evolucionistas, e outros istas não se entendem em relação a essa questão. Nem mesmo os espiritistas. Intelectuais espíritas, de mentalidade cristã e formação religiosa, possuem pontos de vista nem sempre compatíveis com espíritas de mentalidade laica e formação mais filosófica e científica.

Segundo o Espiritismo, a evolução moral nem sempre acompanha a evolução intelectual. No processo evolutivo é necessário primeiramente o conhecimento do bem e do mal, somente possível em função do desenvolvimento do livre-arbítrio, consequência natural do aprimoramento intelectivo. A evolução moral é uma consequência da evolução intelectual. “A moral e a inteligência são duas forças que não se equilibram senão com o tempo” ( LE - p. 780-b).

A virtude, segundo o Espiritismo, é uma qualidade primária, um atributo, uma característica variável em função do nível evolutivo do Espírito, o sujeito pensante, que sente, reflete e age. A virtude é uma propriedade moral adquirida, consquistável. Segundo Kardec, “aquele que a possui a adquiriu pelos seus esforços nas vidas sucessivas, ao se livrar pouco a pouco das suas imperfeições” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Introdução - LAKE).

Para se combater os vícios, nada melhor do que aprimorar as virtudes, com conhecimento de causa. Aí está a chave da questão. O ato de reprimir as viciações é sempre louvável, mas se não vier acompanhado de um processo de autoconhecimento, de autopercepção, não terá sentido. Sem uma atitude racional, sem o devido bom senso, o que temos é a hipocrisia, a repressão cega e insensata com o verniz da virtude piedosa, uma usina produtora de sepulcros caiados.

A EDUCAÇÃO

O Espiritismo nos oferece uma compreensão racional muito bem fundamentada na observação, na experimentação. A base de todas as viciações se acha no abuso das paixões. “As paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa.” (LE - p. 908).

O princípio das paixões não é um mal. O mal está no exagero, nos excessos e nas consequências nefastas que possam existir quando há o abuso. Segundo o provérbio latino, “o abuso não desmerece o uso”.

A saída que o Espiritismo propõe é a educação. Nesse sentido, podemos afirmar que, ao contrário dos filósofos clássicos, a virtude pode ser ensinada, não no sentido tecnológico, formal, mas como um conjunto de caracteres passíveis de serem moralmente formatados.

O comentário de Allan Kardec, a esse respeito, é bem elucidativo: “A educação, se for bem compreendida, será a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-á endireitá-los, da mesma maneira como se endireitam plantas novas. Essa arte, porém, requer muito tato, muita experiência e uma profunda observação. É um grave erro acreditar que basta ter a ciência para aplicá-la de maneira proveitosa.” (LE - p. 917)

A educação segundo o Espiritismo é moralizante. O moralismo hipócrita não cabe em seus princípios. A educação espírita é libertária sem ser libertina. Ela não é religiosa; é cultural, reflexiva e tolerante.

Trabalho, solidariedade e tolerância, o lema que Kardec adotou para si se constitui, em termos sintéticos, numa atitude entusiasta e viril diante da vida. Sentimentos viciosos como a inveja, o orgulho, a hipocrisia, dentre tantos outros, se esvaem, tendem a se diluir e se reordenar diante do processo de transformação moral que o Espiritismo propõe, na incessante busca da sabedoria e da virtude.



Texto originalmente publicado no jornal de cultura espírita Abertura, em julho de 1998.